quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O Monge e o Problema


Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso
encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os
discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranqüilidade, falou: - Assumirá o posto o monge que
conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar. Então ele
colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam
reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa
amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas: - Aqui está o
problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a
maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer?

Qual o enigma? Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o
Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ...ZAPT!... destruiu
tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:
- Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo.
Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um
homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja
ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser
suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram
importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço, se for um
problema, precisa ser eliminado.

Um comentário:

Eduarda disse...

As pessoas q realmente nos amam, tentam nos mostrar que aquela pessoa, ou situação não esta nos fazendo bem, e deslumbrados, iludidos pela sua beleza, e por atitudes momentaneas, não damos importancia. Ficando então infelizes,sem saber destruir o problema pelo simples fato de não termos usado a razão.